Diversos governos da Europa vêm promovendo cortes significativos nos gastos públicos, embalados por medidas de austeridade fiscal necessárias não somente à sua própria saúde financeira, mas à saúde financeira global. Essas medidas incluem desde a redução do efetivo e do orçamento militar até a redução do número de funcionários públicos, além da revisão da legislação relativa à aposentadoria, seguro desemprego e outros benefícios e direitos sociais.
A postura dos governos de países como Inglaterra, Grécia e França geraram reações muitas vezes violentas por parte de grupos sociais específicos. Na maioria dos casos, essas manifestações exigem que direitos adquiridos e regulamentações tradicionais não sofram modificações que prejudiquem, principalmente, os que mais precisam do amparo do Estado.
Por outro lado, presidentes, primeiros-ministros e ministros argumentam que, sem essas medidas, a falência do Estado se torna eminente, frente às grandes mudanças que a economia e a geopolítica mundial vêm sofrendo.
Esse será o grande desafio dos governantes dos países ricos nas próximas décadas: conciliar austeridade financeira com bem estar social de maneira que não destruam, por si mesmos, nem os cofres públicos nem sua base eleitoral. Muitos analistas consideram essa uma missão impossível.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
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