Uma das maiores conquistas da humanidade é a representatividade. Ainda que falho, muitas vezes corrupto e sujeito à mediocridade, o sistema representativo é, quando honesto, inquestionável. Afinal, se um governo existe para me representar, e não para me tiranizar, supõe-se que ele tenha que ter sido nomeado por mim – e pelos outros que ele representa – para o cargo, incluindo-se aí tanto os benefícios quanto as responsabilidades do mesmo. Caso contrário, tem que cair. Seja o síndico, o técnico, o mestre ou o presidente. Justo e simples.
Ainda que existam fatores diversos que possibilitem a “manipulação” do processo, existe a lei para regulamentar e julgar os casos em geral e especificamente, através de uma legislação que se pauta pela Constituição que, por sua vez, foi feita pelos tais representantes mencionados.
Além disso, a democracia participativa seria inviável levando-se em conta 6 bilhões de terráqueos e aumentando. A maioria não vai nem na reunião de pais do colégio dos filhos.
Sendo assim, se um povo, ou pelo menos a parte dele que se manifesta e, portanto, se interessa, expressa publica e veementemente que não quer mais ser representando por alguém, ou alguma instituição qualquer – e tem embasamento legal ou moral para tal reivindicação – o mínimo que se espera é que esse alguém caia fora o quanto antes. A menos que ele se ache acima da lei e, portanto, da legalidade representativa.
Quem deve escolher seus governantes são os governados que, por sua vez, devem corresponder, ainda que minimamente, às expectativas.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
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Um comentário:
Concordo plenamente :)
Rebeca.
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