Celebrar o carnaval é reafirmar o direito inalienável do brasileiro à liberdade. Afinal, gostando ou não do evento, a folia pagã do carnaval contagia e, direta ou indiretamente, afeta a vida de todos os brasileiros, em uma celebração coletiva significante, ainda que efêmera.
Em outros tempos, entre os períodos da colônia e do império, o corso (ou entrudo) – originado dos “4 dias bobos” anteriores à quaresma, trazidos da tradição lusitana – brancos e negros, senhores e escravos, homens e mulheres trocavam de papel e o patriarcalismo escravista do país era deixado de lado em breves momentos de “integração” e euforia coletiva.
Os espaços delimitados da tradição aristocrática eram simbolicamente rompidos, representando alegoricamente o ideal da nação unida e da identidade coletiva construída.
Nesses momentos, assim como nas poucas festas “mundanas” da Europa medieval – como a “Farra do Bobo” – as pessoas comuns usufruem da liberdade que, na maior parte do tempo, ou não possuem ou acreditam não possuir. Já os aristocratas costumavam aceitar e participar da farra, afinal, todos sabem que, na engenharia social, sempre é necessária uma “válvula de escape”.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
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